quinta-feira, 7 de abril de 2011

Viagens Gastroelaboradas FORTALEZA 1

Ola... Cheguei a Fortaleza hoje dia 07 de Abril de 2011, as 14:30 hr, depois de uma cançativa conexão em São Paulo. Registrei-me em um hotel próximo ao centro cultural Dragão do Mar, aproveitando essa proximidade, fui ao restaurante Dragão do Mar, como eu não estava com muita fome, pedi somente um Pene a la Dragão do Mar (massa tipo pene, lagosta, camarão e  file de peixe).

         
                                                 Sobre o restaurante

Segundo seus funcionários, o Dragão do Mar, foi fundado a uns 10 ou 11 anos atrás, o Dragão do Mar tem uma culinária rica em frutos do mar, unindo o melhor da culinária nordestina, com misturas Europeias (é assim em toda a região, por causa da grande concentração de europeus).
      O restaurante oferece de segunda a sexta feira, um bufet de self service, com especialidades do chefe, e nas noites de terça a domingo, um serviço a la carte com variados pratos regionais.

                                                          Sugestões da casa
 Feijão verde  9,80 R$
 Paçoca 9,80 R$
 Escondidinho de Camarão 23,90 R$
 Chico da Matilde 20,80 R$
 Desarrumadinho 20,80 R$
 Carne de sol Dragão do Mar 20,90 R$
 Carne de sol Dragão do Mar completa (Baião de dois, paçoca, banana frita e macaxeira frita) 33,50 R$

   O restaurante esta situado no centro Dragão do Mar, rua José Avelino, numero 303 Fortaleza-Ceará
                                                 Contato necri@uol.com.br
                   
              Encontrei no cardápio

  Lendo o cardápio do restaurante, no final uma coisa muito importante chamou-me a atenção, é a historia do DRAGÃO DO MAR, é muito interessante, leia com atenção, pois me deu muito trabalho, fazer o rascunho e agora digitar aqui para vocês, enquanto eu podia estar la fora, curtindo a cidade.

                              
                                                                       Dragão do Mar
   Francisco José do Nascimento, o "Dragão do Mar", foi líder dos jangadeiros nas lutas abolicionistas.  
      Filho mais velho do pescador Manoel do Nascimento e de Matilde Maria da Conceição, e por isso ficou conhecido como Chico de Matilde foi tratado pelo José do Patrocínio e ate pelos jornais da corte.
    Nascido em 15 de Abril de 1839, na aldeia de Canoa Quebrada, não tinha nem seis meses quando se engasgou com uma espinha de peixe. Escapou por milagre, para cumprir seu destino: vivendo com do mar, como o pai e o avô, foi o herói popular mais importante na luta contra a escravidão.
    Francisco José do Nascimento,(Chico da Matilde), era chefe dos catraeiros no precário Porto de Fortaleza, a maioria negros e mestiços.
  Chico ficou órfão muito cedo, perdeu o pai num Senegal no Amazonas, atraído pelo sonho de dias melhores que não se concretizaram.
   O avô também jangadeiro, morreu no mar. Sem condições de criar o filho, Matilde Maria da Conceição viu-se obrigada a dar a criança de 10 anos, para uma família de maiores recursos.  
  Aos cuidados do português José Raimundo de Carvalho, Comendador do império, dono do veleiro Tubarão, serviu de garoto de recados, no veleiro que transportaria mercadorias para Natal, Recife e Fortaleza.
Estátua de Francisco José do Nascimento (Chico da Matilde) "Dragão do Mar", posicionada no centro de cultura Dragão do Mar.
   Ate completar 20 anos, serviu como embarcadiço do comendador, e foi também com essa idade que começou a a ler e escrever, casou-se e ergueu sua choupana para os lados do Seminário da Prainha. Fixando-se em terra. Com residência fixa, Nascimento construiu amplo galpão no fundo do quintal para esconder escravos, que roubava durante a noite das fazendas próximas.
  Em 1859 teve oportunidade de trabalhar nas obras do porto de Fortaleza, mas preferiu a aventura do mar.  A primeira mulher de Dragão do Mar, Joaquina Francisca do  Nascimento, era também favorável a luta do marido, ela pertencia a SOCIEDADE DAS CEARENCES LIBERTADORAS, fundada em 1882.
    Cada vez mais conhecidas a sua participação no movimento abolicionista, foi ameaçado de perseguição pelas autoridades, mas nada o amendontrava. 
  Em Junho de 1874, é nomeado pratico da capitania dos portos, cargo do qual será exonerado depois da greve dos jangadeiros de 1881.
  Em 20 de Maio de 1881, instalou-se na cidade de Maranguapé o "I CONGREÇO ABOLICIONISTA NO BRASIL"  com a presença de 123 pessoas, Dragão do Mar visto com admiração pelos que vinham do interior, destacou-se na ocasião, embora não fosse dado á oratória. Com o crescimento da luta, Dragão do Mar contribuiu para o fechamento do porto de Fortaleza, proibindo embarque de escravos. 
È atribuído a ele, embora com discordancia e alguns historiadores e frase "NESTE PORTO NÃO SE EMBARCA MAIS ESCRAVOS". 
    Em 1882 cidade ficou em festa para receber José do Patrocínio em campanha nacional pele abolição. Na chegada os pescadores tendo a frente Dragão do Mar, abriram as velas num espetaculo que emocionalmente Patrocínio e todos aqueles ligados a causa liberativa.
  Posteriormente, Chico da Matilde vai a corte, encontra-se com, José do Patrocínio, é, recebido com festas e honrarias, na Baía de Guanabara sua jangada LIBERDADE doada ao Museu Nacional. Vem carregado nos braços  pela rua do Ouvidor Chovem Pétalas de Rosas das sacadas, o povo o chama como "Dragão do Mar".
         O tempo passou e a gloria de Dragão do Mar começou a ser esquecida pela população Cearence influenciada pelos costumes europeus e preconceitos sociais, ate mesmos seus antigos colegas de conspiração ficaram despeitados com a fama de Dragão do Mar no resto do país.
Finalmente no dia 06 de Março de 1914, morreu um dos mais lutadores da campanha Abolicionista .
Fonte Jornal "O POVO"

Um comentário:

  1. Nossa que chique Cristhian, espero que vc curta bastante sua viagem, olha o prato escolhido por vc está de babar, parece extremamente delicioso, uma boa escolha, te desejo um bom fim de semana e ótima viagem p/ vc, Ana, ;)...

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